Preciso voltar ao Porto com mais tempo. É que andei por lá por pouco mais do que 24 horas e, assim, não tive tempo de aprofundar as pesquisas em tornos do FINO, que, pra quem não leu o primeiro texto aqui do Loiras de Bigodes (nem a correção que o Amílcar fez nele), é como se diz, no norte de Portugal, imperial; que, como já deve ter ficado entendido, é como se diz chope pelos lados de cá do Atlântico.
Pois, claro, tentei fazer uma gloriosa descoberta do fino, suas diferenças, possíveis peculiaridades. Assim, perguntei num bar qual cerveja tinha e a resposta foi Sagres. No outro, Sagres e Super Bock; em mais um, Super Bock; e aí, de tanto caminhar e perguntar, eu já tava me sentindo como naquele velho comercial do Teem, provocando minha sede até não aguentar mais (confere ali embaixo esse clássico). E, óbvio, eu ainda ia pedir um bolito de bacalhau pra acompanhar a pesquisa, entonces não havia mais como adiar. Não havia mais como procurar o lugar, o rótulo, o momento ideal. A fisiologia imperou (se fosse em Lisboa, talvez eu aproveitasse pra dizer, imperiou): sentei num bar na beira do rio e disse Opá, da-me lá um pastel de bacalhau e um FINO se faz favor? E, momento mágico, o garçom agiu com absoluta naturalidade. Eu disse FINO e ela já tava lá tirando o meu chopinho. Bom, o sabor de novo foi até aí, porque depois veio a já-mais-que-conhecida , porém competente, Super Bock, razoavelmente gelada.
Eis que faço um pedido de utilidade individual: se, por acaso, algum amigo do Porto e região ler essas linhas e tiver indicações de marcas, rótulos, que são só do lado de cima do país, por favor, deixa um comentário aqui. Anotarei e, numa próxima e mais séria investida pra esses lados de Portugal, buscarei experimentar a recomendação, nem que vá ao super, ao armazém, pra comprar e saber o verdadeiro sabor do fino. Que, tenho certeza, harmonizará à perfeição com um crocante bolinho de bacalhau do Porto.














